Máquinas Fotográficas

O meu pai deixou-me algumas memórias que não quero perder. Uma delas é a fotografia. Não tenho a casa cheia de imagens, mas sim cheia de maquinas fotográficas. A principal, é a Minolta com a mítica alça da Marlboro. Esta era a maquina que o meu Pai não largava e foi o seu memorando para todas as historias fantásticas que me passou a mim e aos meus irmãos.

Considero-a um objecto de decoração porque, para mim, os objectos de decoração devem contar-nos uma historia.

Neste momento a maquina está no centro das atenções do hall de entrada. Daquele sitio não sai e ninguém a tira. Esta maquina é como se fosse um resumo da minha vida até chegar a esta casa (o meu pai morreu quando estava a negociar este andar). Penso que ainda tem rolo lá dentro, paginas tantas ainda tem as últimas fotografias que o meu pai tirou… Um dia vou saber. A partir daí aparecem todas as outras maquinas pela casa. Umas com mais historias que outras, mas todas com alguma coisa para contar.

Uma das coisas que mais gosto de fazer é olhar para a objectiva e imaginar o “chato” a dizer: “Russo!! Olha para aqui caramba!!”.

(O bigode ruivo dele ficava mesmo alinhado com a parte inferior da maquina).

A placa partida do Restelo

Tirei a carta de condução muito tarde e, como é lógico, era um azelha a guiar. Um dia, no Smart antigo (e com peças a saltar por todo o lado) com que andava, tive um mini incidente… Atropelei uma placa de rua. Vários meses passaram e a placa partida continuava no chão. Um dia, ja com um carro maior, queria estacionar naquele sitio e era impossível, os restos da placa continuavam ali, não permitindo estacionar nada que fosse maior que o dito smart. Irritado com o facto de não poder usar o lugar, guardei (“provisoriamente”) a placa (ja em pedaços) na mala do meu carro que agora era grande. Tão grande era a mala que nunca mais me lembrei de lá ir.

Passados uns meses, abri a mala e olhei para o objecto que passou a ser centro das atenções da minha sala :).

Luminária mesa de jantar

A familia do meu Pai tem raízes cariocas. Talvez tenha vindo daí o súbito fascínio pela tropicalidade e cores do Rio de Janeiro. Sempre que fazia noitadas a arranjar a casa, o samba e o bossa estavam presentes.

Identifico-me com o espirito da cidade maravilhosa e talvez daí a criação da luminária cheia de ramos tropicais.

Não se trata de uma grande peça de design encomendada através do melhor site do momento. É um simples suporte de CD’s e DVD’s revestido a plantas e que o electrifiquei. É uma das minhas peças preferidas desta casa.